Tendências em Cibersegurança para 2026, de Acordo com o Google

Almeida Santos

10.11.2025

'[slim_seo_breadcrumbs]'

O Google Cloud Security acaba de lançar suas previsões anuais sobre segurança cibernética para 2026. Esse relatório busca orientar equipes de segurança em grandes corporações e pequenas empresas, ajudando-as a mapear as principais tendências, riscos e obstáculos que surgirão no ano que vem.

De acordo com os experts em cibersegurança do Google, três frentes merecem foco especial em 2026: o avanço da inteligência artificial, o cibercrime como a maior ameaça global disruptiva e a persistência de ações por parte de governos para alcançar metas estratégicas.

O que Ficar de Olho em 2026 na Área de Cibersegurança

Neste texto, vamos explorar em detalhes cada uma dessas três tendências chave para a segurança digital no próximo ano, conforme apontado pelo Google. Basicamente, é uma visão prática para se preparar.

A Inteligência Artificial nas Mãos de Ataques e Defesas

Para o Google, 2026 inaugura uma fase inédita na relação entre IA e segurança, afetando tanto quem ataca quanto quem protege.

Na prática, os cibercriminosos vão adotar a IA como padrão, deixando de ser algo raro. Isso transforma o panorama de ameaças, acelerando a criação e o lançamento de táticas como engenharia social e desenvolvimento de malware.

Além disso, o phishing evolui: sai do texto simples e entra em cena uma versão multimídia, com áudio e vídeo. Graças à IA generativa multimodal, deepfakes de voz, texto e imagem serão comuns para imitar identidades e ludibriar pessoas ou empresas.

Nesse contexto, o vishing – phishing via voz – ganha força, e ataques de comprometimento de e-mail comercial (BEC) se tornam hiper-realistas e em massa.

Por outro lado, quem quer se defender também pode recorrer à IA. No entanto, integrar isso à rotina de segurança traz complicações, como os “agentes paralelos” – funcionários usando ferramentas de IA autônomas sem permissão, o que abre brechas para vazamentos e problemas de compliance. Em outras palavras, reforçar o gerenciamento de identidade e acesso vira prioridade absoluta.

LER  Privacidade de dados: desafios e atualizações em lei no Brasil

O Cibercrime Segue Devastando o Mundo

Conforme o Google, os ataques motivados por dinheiro, especialmente ransomware e roubo de dados, vão crescer em 2026. Eles se firmam como o tipo de crime cibernético mais danoso financeiramente no planeta, impulsionados por grupos organizados que exploram fornecedores externos e falhas zero-day em ondas massivas de invasões.

À medida que as empresas blindam seus sistemas internos, mais invasores miram a infraestrutura de base, como hipervisores de virtualização, tornando isso uma tática padrão.

Ataques Ciberfísicos em Alta

O Google avisa: a Europa precisa se preparar para ataques que misturam o digital com o físico, visando estruturas críticas como redes elétricas, transportes e sistemas digitais. Esses incidentes virão junto com campanhas de desinformação para abalar a confiança da sociedade.

Em resumo, a espionagem cibernética deve aumentar, com ações coordenadas por governos como os da Rússia e da China contra alvos europeus em defesa, pesquisa e tecnologia estratégica.

Além disso, as cadeias de suprimentos na Europa sentirão mais pressão, sobretudo em serviços gerenciados e dependência de software, facilitando acesso a múltiplos alvos interligados.

As Principais Ameaças Vindo de Governos

Aqui vai uma visão clara das ameaças estatais, segundo o Google:

  • Rússia: As operações cibernéticas russas mudam de rumo, priorizando coleta de dados para fins políticos e econômicos globais, além de posicionamentos em infraestruturas críticas internacionais.
  • Coreia do Norte: O esquema de cibercrimes norte-coreano acelera suas ações rentáveis contra plataformas de criptomoedas. Eles inovam com engenharia social avançada, como iscas de empregos falsos e vídeos deepfake. O mais interessante é que profissionais de TI norte-coreanos expandem presença na Europa – após restrições nos EUA –, trazendo riscos de extorsão, vazamento de dados e expertise em IA e blockchain. Ambientes virtualizados e políticas BYOD complicam a detecção.
  • China: O número de operações ligadas à China sobe, com foco em dispositivos de borda, exploração de zero-days e ataques via terceiros.
  • Irã: As atividades iranianas visam reforçar o regime e a influência regional em meio a tensões geopolíticas. Conflitos com Israel e EUA impulsionam mais espionagem, ataques disruptivos e manipulação de informações.
LER  Golpes digitais: quais são os mais comuns e como se proteger

Ajustes ao Novo Marco Regulatório

Em agosto de 2026, entram regras mais rígidas da Lei de IA da União Europeia para sistemas de alto risco. Empresas na UE terão de adotar gestão de riscos sólida, qualidade de dados e supervisão humana, sob risco de multas até 7% do faturamento global anual.

Por fim, a implementação da Diretiva NIS2 (sobre segurança de redes e informações) nas leis nacionais vai mexer com o setor. Organizações encaram novas demandas para gerir riscos em cadeias de suprimentos e reportar incidentes.

Deixe um comentário